sexta-feira, 22 de janeiro de 2010


a poesia não bate à porta,
não toca campainha
e nem sai correndo.
o poema, louco que é,
não telefona pra ninguém,
não chama pra ir ao cinema,
e muito menos pra comer pizza.
a poesia e o poema de vez em quando se encontram,
desfilam por aí, entrelaçados.
e ontem eu os vi passar,
mas dei as costas e disse:
hoje não quero poema nem poesia!