terça-feira, 3 de março de 2009

03/03

agora a minha vontade é de sair caminhando pela areia de uma praia deserta, à luz de um luar que ilumina até a palma da mão. e de alguma maneira faço isso agora, sozinha na luz fria dessa tela lcd do computador. minha filha dorme lindamente ao lado, depois de ter se deliciado com um crepe de chocolate da creperia 'le blé noir', um lugar super charmoso em copacabana, onde celebramos a vida de minha amiga cibele, uma artista de extrema delicadeza e sensibilidade. a vida, não, as vidas, pois agora ela carrega mais uma na barriga. penso na minha falta de concentração e busco entender os motivos que me desnorteiam, são muitas as pre-ocupações da minha cabeça, são muitas as mudanças com ou sem perspectivas, são muitos os futuros caminhos. o pilequinho de gato negro aquece mais ainda a noite quente, o meu prédio não tem luz, blecaute total, e nem ventilador gira. tudo escuro e eu aqui, tentando terminar com estas palavras. daqui a trinta dias faço 38 anos! penso em muitas coisas, algumas nostágicas, outras nem tanto. penso no calor e nos prédios lacrimejantes do verão carioca, penso nas tarefas do meu dia de amanhã, penso numa ducha fria! e espero, com ansiedade, a lua cheia!

8 comentários:

Anônimo disse...

Déa,
"prédios lacrimejantes do verão carioca"!!!
Cara, que bonito!
Saudades de você, pequenininha.
Tô na Bahia, acho que não volto nunca mais! haha
Beijos,
Lu

Anônimo disse...

Ah, Déa. Como você escreve bem, e como emociona.
Nesta vc me pegou, realmente este texto me tocou bastante.
SEi lá, acho qe a arte de emocionar é algo a ser levado( em uito) em conta.
Pelo que vc é, e pelo que é capaz, acredite, a hora que se determinar, vai tirar de letra tudo isto.
Agora, ao tacacá!!! bjs Nora

Guzz disse...

oi menina Andrea

divagações de quem tá chegando aos 40, sei como é ! liga não, muitas luas ainda passarão

tem umas palavras do Richard Bach, ele mesmo do Fernao Capelo Gaivota, que diz -
"não dê as costas a possíveis futuros sem antes ter certeza de que não tem nada a aprender com eles; você está sempre livre para mudar de idéia e escolher entre um passado ou futuro diferentes"

nunca me esqueci disso !

no mais, come outro crepe de chocolate

bjs,

Arnaldo disse...

Andréa,

38 anos foi, pra mim, uma idade emblemática. lembro-me que ao completá-los, entrei em parafuso, por causa da estatística. É que a idade média de vida do homem brasileiro, àquela época, era de 74 anos. Aí, meu raciocínio foi bem carteziano: Já atingi a metade da minha vida útil, mas ainda não fiz a metade das coisas que eu queria. Fiquei down. Depois passou. Percebi que, apesar da queda na vitalidade, o que eu ganhara em experiência e sabedoria, compensava.

Hoje, faltando pouco mais de uma ano pra completar os 50, só fico contando o tempo pra cantar aquele choro do Aldir Blanc e Cristóvão Bastos.

andrea disse...

lu e nora, obrigadíssima pelos elogios!

guzz, que bonita essa passagem!
arnaldo, acho que sempre vamos ter a sensação de querer fazer mais e mais. ser humano é isso!
cinquentinha? flor da idade, aproveite, chore e cante!

mas olha gente, não estou deprê, não, hein?! é mudança de tempo!
e o tempo muda sempre!

Vanessa Dantas disse...

A falta de concentração é culpa do mestrado - é batata acontecer isso! E o resto deve ser do tal inferno astral!... Tô com o Guzz, dá-lhe outro crepe de chocolate!

beijão.

Valéria Martins disse...

Bem, Feliz Aniversário.

E que esse inferno astral seja suave e passe rápido.

Bj

eLi disse...

"minha falta de concentração..."
Me chamou atenção! E, como Vanessa, acredito tratar-se mesmo de uma pré-fase do novo que há de vir!
Aproveite, somente! Plenamente!

Beijo!