
segunda-feira, 30 de maio de 2011
STEPHEN MICHAEL KING

sexta-feira, 27 de maio de 2011
ALMA LÍRICA BRASILEIRA
não dá pra falar do último disco de mônica salmaso sem antes comentar algumas palavras sobre o que é lirismo e lírico. pra mim, e só posso dizer por mim, lírico é tudo o que remete ao que está dentro, ao que mora no íntimo das coisas, ao que se refere ao que é próprio. pra mim tudo o que é lírico é uma espécie de canto, um hino. poesia cantada da alma de cada um. e não é à toa que o disco possui uma epígrafe poética assinada por mário quintana. o haicai do poeta gaúcho diz assim:
HUMILDE ORGULHO
aquele fiozinho d'água
não era um rio:
bastava-lhe ser um fio de música.
e foi levada por essas significações que dei play no cedezinho e começei a ouvir, numa tarde chuvosa do outono carioca, o 'alma lírica brasileira', da cantora com nelson ayres e teco cardoso, lançado pela 'biscoito fino'. capuccino na mão e barulho de chuva lá fora, só. eu já falei da mônica salmaso aqui e agora ouvindo esse disco sou levada aos teatros em forma de lira que ja entrei, aqueles pequenos, feitos de madeira. o disco remete a essa intimidade. o repertório não revela nada de novo, compositores consagrados, músicas que salmaso já cantou em shows, clássicos da música brasileira. e ouvindo esse disco amplio e amplifico a minha visão do que é música autoral pois, se esse não é disco autoral, nada mais pode ser. e qual cantora hoje arriscaria gravar 'trem das onze' ou 'a história de lily braun' recentemente gravada por maria gadu? e eu digo, a mesma cantora que grava 'labios que beijei', 'casamiento de negros', villa-lobos, herivelto martins e paulo vanzolini. muito há no disco da música do mundo de são paulo. sabemos, no entanto, que a música não mora em nenhum lugar, ou melhor, mora no ouvido de quem ouve e no coração de quem sente. mônica salmaso se veste de lirismo e evoca as rendas de bilros no encarte de três cores: branco, preto e vermelho e se afirma como um das maiores vozes que temos. nela não mora fantasias, roupas exóticas, badulaques na cabeça, nem performance alguma, o que há é a música, apenas a música. a alma lírica brasileira desse trio soa rara e mostra a fina sensibilidade e afinidade musical do grupo. meus ouvidos gostam, minha alma canta, puro lirismo.
HUMILDE ORGULHO
aquele fiozinho d'água
não era um rio:
bastava-lhe ser um fio de música.
e foi levada por essas significações que dei play no cedezinho e começei a ouvir, numa tarde chuvosa do outono carioca, o 'alma lírica brasileira', da cantora com nelson ayres e teco cardoso, lançado pela 'biscoito fino'. capuccino na mão e barulho de chuva lá fora, só. eu já falei da mônica salmaso aqui e agora ouvindo esse disco sou levada aos teatros em forma de lira que ja entrei, aqueles pequenos, feitos de madeira. o disco remete a essa intimidade. o repertório não revela nada de novo, compositores consagrados, músicas que salmaso já cantou em shows, clássicos da música brasileira. e ouvindo esse disco amplio e amplifico a minha visão do que é música autoral pois, se esse não é disco autoral, nada mais pode ser. e qual cantora hoje arriscaria gravar 'trem das onze' ou 'a história de lily braun' recentemente gravada por maria gadu? e eu digo, a mesma cantora que grava 'labios que beijei', 'casamiento de negros', villa-lobos, herivelto martins e paulo vanzolini. muito há no disco da música do mundo de são paulo. sabemos, no entanto, que a música não mora em nenhum lugar, ou melhor, mora no ouvido de quem ouve e no coração de quem sente. mônica salmaso se veste de lirismo e evoca as rendas de bilros no encarte de três cores: branco, preto e vermelho e se afirma como um das maiores vozes que temos. nela não mora fantasias, roupas exóticas, badulaques na cabeça, nem performance alguma, o que há é a música, apenas a música. a alma lírica brasileira desse trio soa rara e mostra a fina sensibilidade e afinidade musical do grupo. meus ouvidos gostam, minha alma canta, puro lirismo.
SÓ GAROTOS - JUST KIDS
eu nem ia dizer nada. mas não posso deixar de passar em branco. esse livro é MARAVILHOSO. referência fundamental nessa passagem de década. é uma linda história de amor, de amizade, de respeito e de admiração incondicionais. é ainda o relato da inspiração e do talendo de uma geração inteira que ainda hoje é referência em várias áreas das nossas culturas, da nossa cultura urbana. eu nunca tinha entendido direito o trabalho de robert mapplethorpe até ler esse livro. antes eu achava o trabalho dele estranho, sem link, debochado, provacador de maneira gratuita. mas patti smith me ensinou a respeitar muito o trabalho desse grande fotógrafo, pois me fez conhecer a alma desse homem de uma maneira ímpar. patti smith é uma mulher bela. erudita, culta, infinita. o livro é belo, cheio de linhas inspiradas e hipnotizantes. abrir na primeira página é descortinar um mundo. força e perseverança moram nessa mulher. uma corajosa, uma guerreira. e, meu deus, quão louco era esse mundo que hoje padece de uma caretice quadrada e dura. sim, viva os anos 60! leia, releia, presenteie, indique, eu fiz isso! quem sabe assim o mundo aprende a amar de vez?
quinta-feira, 26 de maio de 2011
A PORTA
fechadura fama
a fechadura da porta. da porta de casa.
espelho e maçaneta antigos.
bati essa porta com a chave dentro,
duas vezes em uma mesma semana.
é como se eu fugisse do meu mundo e
jogasse a chave fora... dá um desolamento, uma fragilidade, uma sensação de perda.
mas há o chaveiro da esquina que chamo e,
com ele, os sinais de arrombamento.
a chave, na mão, quase sempre abre a porta.
mas é fácil perder uma chave.
trocar a chave, esquecer a chave.
difícil é errar de porta, perder uma porta.
porta é portal. escolha a sua.
chave é passagem, senha, sina.
escolha a sua. a porta e a parede são brancas.
e nada de olhar pelo buraco da fechadura,
a porta está aberta.
entre, a casa é sua.
O assunto porta, fechadura, grades e afins está em pauta na minha vida. e, ontem, lendo o blog do instituto moreira salles, e constatando que não existe coincidências, mesmo! deparei-me com uma carta de maria rita kehl (sou fã dela) que fala, ente outras coisas, sobre nossos medos. recomendo a leitura do texto e da sua correspondência, nada imaginada, com armando freitas filho.
a fechadura da porta. da porta de casa.
espelho e maçaneta antigos.
bati essa porta com a chave dentro,
duas vezes em uma mesma semana.
é como se eu fugisse do meu mundo e
jogasse a chave fora... dá um desolamento, uma fragilidade, uma sensação de perda.
mas há o chaveiro da esquina que chamo e,
com ele, os sinais de arrombamento.
a chave, na mão, quase sempre abre a porta.
mas é fácil perder uma chave.
trocar a chave, esquecer a chave.
difícil é errar de porta, perder uma porta.
porta é portal. escolha a sua.
chave é passagem, senha, sina.
escolha a sua. a porta e a parede são brancas.
e nada de olhar pelo buraco da fechadura,
a porta está aberta.
entre, a casa é sua.
O assunto porta, fechadura, grades e afins está em pauta na minha vida. e, ontem, lendo o blog do instituto moreira salles, e constatando que não existe coincidências, mesmo! deparei-me com uma carta de maria rita kehl (sou fã dela) que fala, ente outras coisas, sobre nossos medos. recomendo a leitura do texto e da sua correspondência, nada imaginada, com armando freitas filho.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
O QUE EU SOU,
"j'ai decidé faire de ma vie la matière même de ma parole". essa frase de duane michals me inspira muito e sempre. decido, então, depois que li os textos dele, somente fotografar o que sou, as minhas coisas e o meu mundo. fotografar a mim mesma não é um insulto. e, mesmo morto, como toda fotografia, o autorretrato ainda preserva algo que fomos um dia, um esboço do futuro, um pequeno tesouro de si mesmo. aqui você encontra os meus autorretratos.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
XUE JIYE
se fosse pra usar apenas uma palavra para resumir o trabalho de xue jiye, usaria a palavra 'crueza', muito bem empregada por quem me apresentou essas pinturas. mas pra mim o trabalho como um todo transmite uma sensação não só de crueza, mas de descarnamento, desembrulho. há em xue jiye uma estranha sensação de negação do humano, um estoicismo auto-flagrante, uma punição indiferente. gosto bastante.
terça-feira, 17 de maio de 2011
BUTECO 'PÉ SUJO'

quarta-feira, 11 de maio de 2011
NARCISO
na casa da minha mãe, em uberlândia, tem um vaso de narcisos, o vaso é uma herança da minha avó. narciso é uma planta de folha verde escura e larga e meio comprida, quase um mini arbusto. é lindíssima. eu passava café nas folhas pra elas ficarem ainda mais brilhantes quando morava com a minha mãe. a flor é cheirosa, pode ser branca ou amarela (nunca vi narciso amarelo, mas sei que existe...), cheia de pólen e fica assim, voltada pro chão, por isso o nome 'narciso'. pra mim é uma alegria chegar em casa e encontrar aquele vaso florido, sinto a presença de minhas avós....
clicando aqui você pode ver outras flores e cactus para um daltônico.
clicando aqui você pode ver outras flores e cactus para um daltônico.
terça-feira, 10 de maio de 2011
FOTO ESCAMBO - RIO DE JANEIRO
O Foto Escambo é um projeto democrático que visa fomentar o colecionismo e o apreço pela imagem. Um resgate do hábito de possuir uma foto impressa, usando esta forma ancestral de comércio, a troca de um bem por outro, sem a necessidade de dinheiro, promovemos uma interação entre pessoas que gostam de fotografia. mais informaçãoes aqui no blog do foto escambo
segunda-feira, 9 de maio de 2011
JAMES MOLLISON
retratos quase humanos, nome que dou a uma série do fotógrafo britânico james mollison, são fotografias de uma realidade arrebatadora. james mollison é ligado aos trabalhos da benetton que possui uma fundação que fomenta trabalhos de fotógrafos do mundo inteiro. vale a pena uma visita ao site desse grande fotógrafo . gosto bastante dos retratos-denúncia de 'where children sleep'.
EDUARDO GALEANO
"somos um mar de foguinhos. o mundo é isso, uma montão de gente, um mar de foguinhos. não existem dois fogos iguais, cada um brilha com luz própria entre todos os outros. existem fogos grandes, existem fogos pequenos e fogos de todas as cores. existe gente de fogo sereno que nem fica sabendo do vento. existe gente de fogo louco que enche o ar de faíscas. alguns fogos, fogos bobos, não iluminam nem queimam. mas outros, outros ardem a vida com tanta vontade que não se pode olhá-lo sem pestanejar, e quem se aproxima se incendeia".
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JEAN-JACQUES SEMPÉ


um dos ilustradores mais incríveis que eu conheci nos últimos tempos é jean-jacques sempé. seu traço é elegante, preciso, rico em detalhes. adoro a sua ilustração para o 'petit nicolas', parceria com rené goscinny, que foi onde travei o primeiro contato com o seu trabalho. hoje eu li 'raul taburin', um livro sensível e delicado, todo escrito e desenhado por ele, uma preciosidade.
domingo, 8 de maio de 2011
MUDANÇAS RADICAIS
uma das coisas que mais me incomada hoje em dia, além de ter que depilar, é pintar o cabelo. eu adoro pintar as unhas, 'fazer o pé', deixar as unhas negras, vermelhas... raramente 'faço' a sobrancelha, sempre sou eu quem pinta o meu cabelo e, muitas vezes, pinto as unhas eu mesma. detesto 'salão de beleza', odeio aquelas revistas, a televisão ligada, papo de cabeleireiro e, no geral, muitas mulheres reunidas. mas, enfim... o meu problema é grande pois tenho apenas 40 anos para ser tão grisalha como sou. meus cabelos são de uma senhora de quase 60 anos. estou completamente grisalha. e quero, muito, muito, deixar os cabelos brancos aparecerem fartos e brilhantes.. mas falta coragem. eu teria que fazer como no vídeo da cris bierrenbach, fotógrafa-artista que adoro o trabalho. só um gesto radical desses faria sentido pra mim. jamais deixaria a raiz crescer aos poucos... quero muito me ver com o cabelo que eu tenho, sem recursos cosméticos... sinto que a coragem está crescendo! veja aqui o vídeo: http://flic.kr/p/5pqfCD
sexta-feira, 6 de maio de 2011
O PORTÃO DA ESCOLA
o portão da escola da clarice, em dia ensolarado, fotos feitas pelo meu celular... deu vontade de levar a camera outro dia e fazer um ensaio de verdade... inspiração é uma coisa engraçada, bate qualquer hora, em qualquer lugar. e eu ando inspirada, tendo sonhos incríveis, vestindo novas cores, buscando mudar de caminho, buscando novos sabores... acho que estou apaixonada! é, é isso, estou apaixonada! ah, que coisa boa! a série completa aqui: http://www.flickr.com/photos/andreanestrea/sets/72157626661446948/show/
segunda-feira, 2 de maio de 2011
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