quarta-feira, 26 de agosto de 2009

ELIS EM PLENITIUDE

"Em pleno verão" é um dos meus discos preferidos e inaugura a década de 70 em grande estilo. E não podia ser diferente, Elis grava nesse disco Roberto Carlos, Tim Maia e Jorge Ben, aqueles mesmos carinhas que reunidos em uma banda faziam sucesso nos bailinhos da Tijuca no final da década de 60. Nem precisa dizer que Elis tinha o dom caro que marca o perfil das grandes cantoras, de escolher a dedo seus músicos e compositores. A faixa "As curvas da estrada de Santos" que fecha o lado B do vinil é arrebatadora. E no lado B temos a estréia de Tim Maia na bolacha preta. A produção dessa pérola ficou a cargo do Nelson Motta (o cara tá em todas, incrível!) e a direção musical é do grande e pouco conhecido Erlon Chaves. A foto da capa é de Gil Prates e está exposta ali na mesinha da minha sala ao lado de um ramalhete de sempre-vivas.

7 comentários:

eLi disse...

Meu Deus! Que post!!!
Esse é, sim, um álbum muito bem feito! Você destacou "As curvas da estrada de Santos". É a minha preferida neste disco! Arrebatadora, de arrepiar e perder o fôlego! Muita, mas muita gente já interpretou essa canção e olha Elis fazendo o que ninguém havia pensado ainda: dando nova cara ao que já é conhecidíssimo!

Este trecho acaba comigo:
"Ah, eu preciso de ajuda.Por favor me acuda, eu preciso de ajuda: eu vivo muito só (eu me sinto muito só)"

A parceria com Tim Maia é fantástica também! Destaque para o arranjo e para a interpretação de ambos. Desconectada de qualquer padrão!

Obrigado por esse post, Andréa!

figbatera disse...

Grande Elis, minha eterna musa!

Jairo Souza disse...

Oi moça! te achei no blog do Eli, e confesso q fiquei encantado com o espaço, Elis realmente é uma cantora marcante! O trabalho dela é inigualável e neste CD as "Fechado pra balanço" do Gilberto e "Bicho do mato" do Jorge Ben tem um encanto todo especial! Ovir Elis é uma dádiva q todos nós ganhamos! Abçs!

And disse...

amo esse disco!! O Elis 72 então...!!!

Érico Cordeiro disse...

Andréa,
Como sempre, esbanjando bom gosto em suas escolhas musicais. Elis foi a maior cantora que esse país já viu/ouviu (e olha que a concorrência é simplesmente Bethânia, Gal, Nana e outras tantas divas).
As musas, infelizmente, a retiraram do nosso convívio cedo demais - eu (e creio que muitos outros fãs) fico imaginando o que aa Pimentinha estaria fazendo aqui neste plano.
Quantas músicas teriam se tornado mais belas com suas interpretações definitivas, quantos jovens talentos teriam sido descobertos por seu olhar generoso e seu ouvido privilegiado(ela foi a primeira ou uma das primeiras a gravar Milton, João Bosco/Aldir Blanc, Belchior, Guinga, Renato Teixeira, Ivan Lins/Vítor Martins, e tantos outros).
Um grande disco e eu adoro "Bicho do Mato".
Valeu mesmo!!!!!
Um abraço fraterno!

Valéria Martins disse...

Não consigo gostar da Elis. A emoção desmedida me dá aflição. Acho que não precisa ser assim. Mas reconheço seu imenso valor.

Bjs!

Andréa disse...

eli, esse post é golpe baixo pra vc, né? sei de sua admiração pela elis!!
jairo, seja bem-vindo!
and e fig, elis tem a sua hora certa, sempre!
ériso, legal vc voltar! também acho uma pena a elis ter ido embora tão cedo. o que ela estaria fazendo agora? como saber, né?
valéria, vc já tinha me falado isso... mas acho que, talvez, vc precisaria aprender a ouvir elis, ou tentar ouvir com um pouco de boa vontade. enfim...
beijos, beijos