domingo, 7 de dezembro de 2008

RÊ BORDOSA

Sábado de manhã acordei com dor de cabeça, uma sede absurda, tudo provocado pelos excessos da sexta-feira. Para aliviar a ressaca resolvi caminhar, passei numa banca para comprar jornal e vi um desses livrinhos da LP&M com as tirinhas da Rê Bordosa. Não tive dúvidas, me sentindo a própria, comprei o livro e me entreguei às gargalhadas. Esse post é, então, em homenagem, a anti-heroína dos quadrinhos de Angeli. Quase toda mulher da minha geração é fã da Rê. Ela sai de casa sozinha, encara qualquer bar numa boa, passa a noite com qualquer um e nunca se lembra com quem porque está sempre bêbada. Mas a velha junkie não está nem aí para o que pensam dela e ainda sonha com um príncipe encantado quando fica deprê. Faz xixi de pé no banheiro dos homens e passa dias e noites mergulhada no submundo de sua banheira em companhia de homens que despreza. Eu nunca tinha entendido direito a morte da Rê Bordosa mas agora é tudo muito claro, nesse mundo medíocre e broxante não cabe a nossa querida Rê. Ela morre gorda e casada com o garçon do bar que mais frequentava, justamente quando ele sugere a vinda de um filho para aliviar o tédio. A causa mortis: o vírus tedius matrimonius. Engraçado que o que leva Rê Bordosa a explodir seja a questão da maternidade, tão almejada por tantas mulheres. A Rê realmente não poderia viver muito tempo, mesmo que seu fígado aguentasse por mais alguns anos. Nesse caso, então, vida longa aos quadrinhos!! Brindem com vodca, por favor!!

2 comentários:

Anônimo disse...

Andreinha, querida!
Amo a Rê Bordosa! Quem nunca foi Rê um dia que atire a primeira pedra!!
SAudades flor de laranjeira!
beijo,
Aninha

Andréa disse...

Aninha? qual? ai, são tantanas!!!!!