quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

PLONGÉE



Minha amiga Juju conseguiu um mergulho no meu cotidiano, ou pelo menos em um momento dele, rotineiro, diário, com estas duas fotografias. Toda manhã faço meu café e gosto de fazer meu próprio café. Uso coador de pano, como antigamente, não só pelo hábito secular, mas também para evitar ficar jogando fora mil filtros de papel, já que aqueles filtros de plástico, por favor, nem pensar... Adoro o cheiro que fica no ar quando a água fervente cai sobre o pó, produzindo mil borbulhas. Tomo café diariamente, é uma das primeiras coisas que faço quando acordo, esteja onde eu estiver. Levo pó de café e coador até para acampamento, detesto café solúvel. Gosto de café forte, preto. Em casa tomo com pouco açúcar, na rua meu expresso é curto, amargo. Sempre ofereço café aos meus amigos, até os que não tomam (como a Juju ou a Eleonora, por exemplo) acabam tomando um xícarazinha... E só tomo café fresco, feito na hora, café de garrafa térmica de jeito nenhum... E tomo de duas a três vezes por dia, só evito à noite, tenho medo da insônia, pois, apesar do uso diário, o café ainda me excita. Além de tudo isso, "Café" pode ser um lugar, uma bebida ou um momento. Adoro conversas em torno de uma xícara de café. Dizem que é um veneno e tem uma frase do Voltaire, maravilhosa: "claro que café é um veneno, mas um veneno lento, faz 40 anos que eu bebo!"

2 comentários:

Anônimo disse...

BLACK COFEE!!!!!!!

Nico disse...

Café preto, que maravilha! Sem açúcar, por favor, doce é a vida.
Se pudesse, eu deixaria pacotes de café abertos pela casa inteira, para que o aroma invadisse todas as entranhas das madeiras de minha casa, para que a lucidez da borra borrasse o lapso entre uma vigília e outra.