segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

HILDA HILST

"me vejo negro, artificioso como quem não se vê. a loucura é sépia. ou talvez pro ovo. a loucura é algures, não em mim. os corvos naquele céu eram de um outro, minha loucura é rajada, esparzida de cores, loucura é escarcéu, é não, é chumbosa, pesada, o olho do cafre sobre aquela que lhe arranja o dinheiro, é inviesada, esquiva, mas vigilante, o olho do meganha sobre o biltre. é nada, é tímida, medrosa, se acasala nos cantos"

trecho de: estar sendo. ter sido. último livro em prosa da autora.

3 comentários:

thiago disse...

lindo lindo! hilda hist é demais

Petrus disse...

Não me surpreenderia se tivesse sido escrito por você!
:)))

Andréa disse...

pedro,eu?? imagina!
a hilda é uma bruxa com as palavras!!!
maravilhosa, não chego nem aos pés dela!