me vejo sob um tapete de águas e montanhas
vôo alto
FASTEN SEAT BELT WHILE SEATED
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
domingo, 14 de dezembro de 2008
NOITES CARIOCAS
E ontem não poderia ser diferente, exorcizamos o famigerado AI-5 com uma roda de samba antológica festejando os 40 anos do melhor bar do Rio de Janeiro, o Bip Bip. A noite foi linda demais. Lua cheia no céu, o Bip lotado de gente conhecida. "Quanto riso, oh, quanta alegria!". O livro lançado (o segundo sobre o Bip, pois o primeiro "Bip Bip, um bar a serviço da alegria", foi lançado em 2000, também numa noite de Dezembro) é uma delícia. Quem não tem uma história boa para contar sobre o Bip?
Os textos são só um motivo pra gente desenrolar o novelo da memória. E folheando o livro qual não foi minha surpresa ao me deparar com uma foto bem na página 52? Eu, de cabelo joãozinho, nos idos anos 2000, ao lado de dois ilustríssimos compositores, Walter Alfaiate e Aldir Blanc. Lembro-me muito bem dessa noite, bar cheio, eu, na esquina do balcão, passava a todo momento um belo copo de wisque pro Aldir que, num rompante, levanta-se da cadeira com tamborim na mão e começa a cantar "o bêbado e a equilibrista". Momento lindo, raro e cheio de emoção que fica no memorial dos 40 anos do Bip. Pude
repetir a foto só com o Walter Alfaiate, o sambista mais elegante que eu já vi na minha vida, pois o Aldir não deu o ar da graça! Alfredinho estava numa alegria de criança, como todos ali! Deu até uma vontade de carnaval!!
Que venham outras noites e outros livros. Sinto-me parte da história desse bar e dessa cidade, não tem mais jeito!
SULENTA EM FLOR II
Hoje de manhã, ao abrir as cortinas da janela me surpreendi com a quantidade de flocos brancos em cima de um dos vasinhos. Achei meio estranho pois tinha recolhido as plantinhas para dentro por conta da chuva e da umidade (suculentas são bravas e fortes mas água demais podem matá-las rapidinho...) Olhei com atenção e percebi que mais uma das minhas suculentas tinha florido.
Flores que ficam soltas, leves, leves de tão miúdas e delicadas. São como aquelas plumas de dente-de-leão que a gente sopra ao vento. Os flocos estavam dentro de um talo que cresceu e se abriu. Minhas suculentas são apenas alguns vasinhos na floreira do apartamento, mas fazem uma enorme diferença na minha vida.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
O QUE RESTA DE UMA NOITE
A IMAGEM DO SOM
Adoro fotografar músicos em ação. Acho que é maneira que arrumei para fazer parte do encontro que a música proporciona. E gostaria de levar esse prazer mais a sério, tenho um álbum intitulado MÚSICA, publicado no Flickr. E como grande observadora, sou fã de alguns fotógrafos que realizaram muito bem este trabalho. Um deles é Pete Turner, fotógrafo americano fantástico e verdadeiro mestre da cor. Turner fez as capas de Milt Jackson Sunflower, Wave e Stone Flower do nosso Tom Jobim, entre outros trabalhos belíssimos. Creio que quase todas as capas dos discos da CTI, gravadora de Creed Taylor, produtor musical norte-americano, são de Pete Turner. Vale a pena dar uma olhada no site e conferir as páginas "The color of jazz".
Outro fotógrafo que admiro muito é Willian Claxton, morto em outubro deste ano. Ninguém soube como ele traduzir em imagens o jeito cool de ser do jazz west coast, suas fotografias de Chet Baker são clássicas. Claxton imortalizou em suas imagens grandes nomes do jazz norte americano. As fotografias de Claxton, ao contrário da explosão de cores do Turner, são sóbrias, cleans, todas em preto e branco. Dois gênios do olhar.quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
A RODA DO DESEJO
Era domingo e era noite.
Ela dançava pra ele,
a música dele.
Sua saia rodava
Ela dançava pra ele,
a música dele.
Sua saia rodava
junto com ela,
linda, vermelha,
rodopiante.
Parecia uma brincadeira,
dessas de quintal, de rua de antigamente.
Ele gostou do que viu,
pavoneou-se todo,
mas não deixou nesga de pano vermelho
entrar no vazio do seu desejo.
"Ele tem venda preta nos olhos",
pensou ela.
linda, vermelha,
rodopiante.
Parecia uma brincadeira,
dessas de quintal, de rua de antigamente.
Ele gostou do que viu,
pavoneou-se todo,
mas não deixou nesga de pano vermelho
entrar no vazio do seu desejo.
"Ele tem venda preta nos olhos",
pensou ela.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
CAPITU
TV Globo/divulgaçãoAssisti a estréia de Capitu, ontem na TV Globo. Claro, não tinha como desprezar uma adaptação destas. Machado de Assis e sua mais popular e polêmica obra, os personagens mais perturbadores da literatura brasileira na televisão, com muita grana e a certeza de ver algo diferente e ousado no que se refere aos padrões Globo de entretenimento. Bom, confesso que gostei, apesar de duas ou três coisas terem me incomadado. A primeira foi a música. Ok, Machado é universal, extrapola fronteiras, atemporal mesmo, agora guitarra distorcida e rock em língua inglesa realmente foi muito para os meus ouvidos. Interessante a idéia de misturar o antigo e o moderno, como disse, Machado chega até nós fresco como Capitu, mas eu apostaria e gostaria de ter ouvido uma trilha mais brasileira, mesmo. Perdão, Tim Rescala, mas estranhei muito. Outra coisa que me incomodou foi a beleza e a sensualidade exaltada da atriz Letícia Persiles diante da meninice do pequeno Bentinho. Tudo bem, "ela parece ter 17 anos", como nos disse Machado. Mas o Bentinho não precisava aparentar ter 12, né? Por favor!! Ah, e a prima Justina como uma velha meio caquética? Gente será que li errado o livro? Amei, no entanto, a cena do muro, no jardim... Fiquei imaginando como essa passagem do texto seria mostrada na tela e me surpreendi tanto com o desenho de giz no chão e eles rodando, riscando.... beleza pura!
CENSURA
O que eu queria dizer...
não posso.
Isso que me invade
agora
não pode ser dito
dentro de um consultório médico
numa segunda-feira ensolarada.
não posso.
Isso que me invade
agora
não pode ser dito
dentro de um consultório médico
numa segunda-feira ensolarada.
A FILA
Na fila do banco todos esperam,
a mulher que esqueceu de pegar a senha,
o casal de mãos dadas,
o boy com fones de ouvido e capacete na mão,
a senhora elegante,
a menina que faz tranças na mãe.
Eu espero sentada.
A gerente também espera o fim do expediente,
a porta giratória alguém para barrar,
a caixa de acrílico chaves, celulares e moedas.
Eu, que a fila ande.
a mulher que esqueceu de pegar a senha,
o casal de mãos dadas,
o boy com fones de ouvido e capacete na mão,
a senhora elegante,
a menina que faz tranças na mãe.
Eu espero sentada.
A gerente também espera o fim do expediente,
a porta giratória alguém para barrar,
a caixa de acrílico chaves, celulares e moedas.
Eu, que a fila ande.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
SUNFLOWER
Noite passada resolvi fazer uma coisa que há tempos eu queria fazer. Organizar os bolachões aqui de casa. Tarefa árdua, já que os bichinhos são pesados e estavam numa desordem abissal.Coloquei tudo em ordem alfabética, mas separei por grupos: música brasileira, jazz, rock, música erudita, música infantil e os outros... Passei a noite virando disco na velha vitrola. Quanto disco bom! Verdadeiras pérolas! E cada capa extraordinária como aquela de "Milagre dos Peixes" do Milton Nascimento que se dobra e desdobra e temos uma foto gigante do Milton moleque!!! Lindo! Mas vou citar um dos LP'S que não consegui parar de ouvir, uma verdadeira obra prima: Milt Jackson Sunflower. Adormeci e amanheci ouvindo... Outro desses discos "para gostar de jazz", não tem como não gostar. Dá para ouvir por aqui. Aliás, eu recomendo qualquer disco do Milt Jackson. Para quem não conhece, Milt Jackson era o vibrafone Modern Jazz Quartet. Levaria este disco para uma ilha deserta, com vitrola, é claro!
domingo, 7 de dezembro de 2008
PASSA TEMPO
Minha amiga Juliana, uma legítima jujuba, das vermelhas, me acompanhou um dia inteiro filmando e fotografando tudo! E a danada realizou um videozinho muito bacana e criativo com um dos momentos do meu dia, dedicado a mim mesma. O filme completo com o dia inteiro é ainda uma promessa! Confiram o post no blog dela, o Jardinage e vejam só o que ela fez!
RÊ BORDOSA
Sábado de manhã acordei com dor de cabeça, uma sede absurda, tudo provocado pelos excessos da sexta-feira. Para aliviar a ressaca resolvi caminhar, passei numa banca para comprar jornal e vi um desses livrinhos da LP&M com as tirinhas da Rê Bordosa. Não tive dúvidas, me sentindo a própria, comprei o livro e me entreguei às gargalhadas.
Esse post é, então, em homenagem, a anti-heroína dos quadrinhos de Angeli. Quase toda mulher da minha geração é fã da Rê. Ela sai de casa sozinha, encara qualquer bar numa boa, passa a noite com qualquer um e nunca se lembra com quem porque está sempre bêbada. Mas a velha junkie não está nem aí para o que pensam dela e ainda sonha com um príncipe encantado quando fica deprê. Faz xixi de pé no banheiro dos homens e passa dias e noites mergulhada no submundo de sua banheira em companhia de homens que despreza. Eu nunca tinha entendido direito a morte da Rê Bordosa mas agora é tudo muito claro, nesse mundo medíocre e broxante não cabe a nossa querida Rê. Ela morre gorda e casada com o garçon do bar que mais frequentava, justamente quando ele sugere a vinda de um filho para aliviar o tédio. A causa mortis: o vírus tedius matrimonius. Engraçado que o que leva Rê Bordosa a explodir seja a questão da maternidade, tão almejada por tantas mulheres. A Rê realmente não poderia viver muito tempo, mesmo que seu fígado aguentasse por mais alguns anos. Nesse caso, então, vida longa aos quadrinhos!! Brindem com vodca, por favor!!
sábado, 6 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
40 AN0S DE BIP BIP
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
BALLADS
Um bom bocado da minha tarde de hoje foi dedicado à delicada tarefa de dissipar fios de cabelo e alinhar nuvens. Isso feito, aperto o play no meu tocador de cd's para ouvir, pois esse começo de noite exige, o fundamental John Coltrane Quartet - Ballads. Esse é um daqueles discos "para gostar de jazz", não tem jeito! Para quem não conhece vai aqui uma palhinha.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
PLONGÉE
Minha amiga Juju conseguiu um mergulho no meu cotidiano, ou pelo menos em um momento dele, rotineiro, diário, com estas duas fotografias. Toda manhã faço meu café e gosto de fazer meu próprio café. Uso coador de pano, como antigamente, não só pelo hábito secular, mas também para evitar ficar jogando fora mil filtros de papel, já que aqueles filtros de plástico, por favor, nem pensar... Adoro o cheiro que fica no ar quando a água fervente cai sobre o pó, produzindo mil borbulhas. Tomo café diariamente, é uma das primeiras coisas que faço quando acordo, esteja onde eu estiver. Levo pó de café e coador até para acampamento, detesto café solúvel. Gosto de café forte, preto. Em casa tomo com pouco açúcar, na rua meu expresso é curto, amargo. Sempre ofereço café aos meus amigos, até os que não tomam (como a Juju ou a Eleonora, por exemplo) acabam tomando um xícarazinha... E só tomo café fresco, feito na hora, café de garrafa térmica de jeito nenhum... E tomo de duas a três vezes por dia, só evito à noite, tenho medo da insônia, pois, apesar do uso diário, o café ainda me excita. Além de tudo isso, "Café" pode ser um lugar, uma bebida ou um momento. Adoro conversas em torno de uma xícara de café. Dizem que é um veneno e tem uma frase do Voltaire, maravilhosa: "claro que café é um veneno, mas um veneno lento, faz 40 anos que eu bebo!"
domingo, 30 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
RUBENS RODRIGUES TORRES FILHO
NIILIRISMO
É fácil confessar: - Claro, te quero.
O sobressalto desse teu sorriso.
Extravagantes luas exorbitam.
MATÉRIA PRIMA
Esta palavra contém
um poema
este poema não
contém palavras. Uma
palavra
e
outra
dançando a ciranda
compondo o
colar
Dou-te o colar
queres as contas
que são as contas
sem o colar
palavra água
palavra sede
feliz encontro
onde bebemos
sem freio
JANELAS
Minha amada me diz: - Mete.
Céus! Me sinto um meteoro -
e vou indo, feito um globo,
feito um bobo, uma vedete,
um luminoso sinistro.
Ela quer, alguém diria
(quem diria?), ela reflete
compenetrada alegria
por me sentir tão minério,
penhascos e companhia:
essa praia e seus mistérios.
A natureza copia.
Estes três poemas tomaram conta da minha cabeça neste começo de noite, encontram sua razão de estarem aqui por isso e por outros motivos também...
Rubens Rodrigues Torres Filho é poeta, filósofo, tradutor e germanista.
Site oficial: http://www.art-bonobo.com/rrtf/21.htm
VOCÊ É O QUE VOCÊ COME
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
DU BOS - SÉC XVIII
A alma tem suas necessidades
como as tem o corpo;
e uma das maiores necessidades do
homem é a de ter o espírito ocupado.
O tédio que segue em breve a inação
da alma é um mal tão doloroso para
o homem que ele empreende muitas
vezes os mais penosos trabalhos a fim de
poupar a si mesmo a aflição de ser por
ele atormentado... Na realidade, a agitação em
que as paixões nos mantêm, mesmo durante a
solidão, é tão viva que qualquer outro estado é
um estado de langor ao dessa agitação.
Assim, corremos instintivamente atrás das coisas que
podem excitar nossas paixões, embora tais coisas nos
causem impressões que nos custam muitas vezes noites
inquietas e dias dolorosos: mas os homens
em geral sofrem ainda mais quando vivem sem paixões do
que quando elas o fazem sofrer.
como as tem o corpo;
e uma das maiores necessidades do
homem é a de ter o espírito ocupado.
O tédio que segue em breve a inação
da alma é um mal tão doloroso para
o homem que ele empreende muitas
vezes os mais penosos trabalhos a fim de
poupar a si mesmo a aflição de ser por
ele atormentado... Na realidade, a agitação em
que as paixões nos mantêm, mesmo durante a
solidão, é tão viva que qualquer outro estado é
um estado de langor ao dessa agitação.
Assim, corremos instintivamente atrás das coisas que
podem excitar nossas paixões, embora tais coisas nos
causem impressões que nos custam muitas vezes noites
inquietas e dias dolorosos: mas os homens
em geral sofrem ainda mais quando vivem sem paixões do
que quando elas o fazem sofrer.
sábado, 22 de novembro de 2008
DESASSOMBRO

ultimamente tem sido assim,
uma insônia abriga esse assombro.
chá verde, internet, mp3 e rabiscos...
o dia nasce e eu amanheço,
procuro sombra.
o sol me pega pela mão
giro, circunflexa.
então ando, como e bebo (às vezes demais!),
escrevo, danço, avisto o mundo, disparo flechas,
deleto perfis, saio nua por aí.
marco uma viagem, só a volta.
se tu quisesses, eu dormiria!
uma insônia abriga esse assombro.
chá verde, internet, mp3 e rabiscos...
o dia nasce e eu amanheço,
procuro sombra.
o sol me pega pela mão
giro, circunflexa.
então ando, como e bebo (às vezes demais!),
escrevo, danço, avisto o mundo, disparo flechas,
deleto perfis, saio nua por aí.
marco uma viagem, só a volta.
se tu quisesses, eu dormiria!
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
MINHA ARMA É O QUE A MEMÓRIA GUARDA
A Panair do Brasil era para mim, até ontem, uma espécie de mito. Lá nos sertões de Minas, onde avião demorou muito a pousar, eu só conhecia a Panair através da música do Milton Nascimento e do Fernando Brant na voz da Elis, um grito!! Ontem assisti ao documentário Panair do Brasil de Marco Altberg e me surpreendi com a bela aula de história sobre esse período (opss... ia falar período negro, perdão Zumbi!!!), sobre esse período lamentável da nossa história em que os militares deitaram e rolaram neste pais. Um caso de violência jurídica, uma das mais veladas e violentas formas de coagir, porque não sangra... Vale muito a pena ver este filme e mostrá-lo para as novas gerações. Não só porque nos conta uma 'história mal contada', mas também por mostrar a força da luta dos funcionários da antiga companhia em manter viva a memória da Panair . Eu ainda posso dizer que o filme me tocou de um modo muito particular e me emocionei de verdade quando o Paulo Betti interpreta a crônica de Carlos Drummond de Andrade "Leilão do ar" e Elis a canção do Milton e do Brant "Conversa de bar - saudades dos aviões da Panair". Os artistas realmente são as antenas desse mundo, essa crônica e essa canção falam mais que milhares de palavras.... Claro, todo o contexto traçado pelo filme é de fundamental importância para que tudo fique mais claro e o espectador possa, sozinho, compreender toda aquela história. Transubstanciar esse absurdo, essa indignação histórica em música, poesia e arte é realmente uma tarefa para poucos!!! Encontrei um post da música no youtube (não é a mesma imagem que a aparece no filme, mas é a mesma música e com a Elis - linda, vestida de dourado, como ela aparecia no grande poster pregado na melhor parede do meu quarto quando eu era adolescente, outras memórias....) A crônica do Drummond, infelizmente não encontrei.
Ontem tivemos um dia delicioso!. Eu, Juju, Pedro e Fernando fomos ao Instituto Moreira Salles ver a exposição do Alécio de Andrade que chega ao fim este final de semana, só isso já valeria o dia, a exposição está maravilhosa e Alécio de Andrade é um verdadeiro poeta da imagem em preto e branco, um grande mestre! Áí veio passeio pelo jardim do IMS, cafezinho, papo, cineminha...
Bom, depois disso tudo, nos despedimos do Fernando e rumamos meio perdidos até cair no Buteco da Praia para comer um daqueles famosos sanduíches com abacaxi e mais empadinhas, pasteizinhos, chopinhos e tal... Decidimos acabar a noite no Bip Bip em Copacabana, que há mil anos não vou... E não posso deixar de registrar aqui a cena surreal que vimos: um cara com um florete na mão, treinando esgrima com um coqueiro, isso em plena praia do Flamengo!!! Enfim... encontramos o Gustavo no Bip e demos com a cara na porta.
Alfredinho tirou o feriado para descansar e nós resolvemos ir até o Cafeína da Constante Ramos para adoçar mais ainda esse dia com aqueles doces maravilhosos!!. Eu tomei chá verde com cachaça!!! Juro!!! E, novamente na saída, mais uma cena surreal, um bichinho lindo, todo verde, todo folha, deu o ar da graça e deixou se fotografar.... na hora pensamos que era um louva-a-deus (na verdade eu jurava que era, efeito da cachaça, será?) mas agora vejo que não, louva-a-deus é mais magrinho, com a cabeça empinadinha... até agora não descobri o nome desse bichinho todo camuflado de folha...
terça-feira, 18 de novembro de 2008
THIERRY LE GOUÈS
Bom, já era tempo de eu falar alguma coisa sobre fotografia. Vou começar por este fotógrafo francês que eu adoro. Ele desenvolve um trabalho provocativo e nada convencional. Fascinado por corpos negros, realizou uma trilogia com este tema (POPULAR, AMAZONES, SOUL). Com excessão da série POPULAR em que o fotógrafo recorre ao filme colorido, nas duas outras séries SOUL e AMAZONES, Le Gouès aposta no preto sobre o preto. Suas modelos são besuntadas com uma espécie de tinta negra, realçando seus músculos, conferindo força e grandeza. Na série AMAZONES, os corpos das mulheres são adornados com jóias de grife (leia-se, Paco Rabanne),
são quase deusas o que vemos. Mulheres guerreiras, fortes, mulheres-ébano esculturais, verdadeiras bonecas de piche, como chamaríamos aqui no Brasil, sempre são o foco deste francês. Certas fotografias beiram o surreal quando o fotógrafo abusa da possibilidade de deformação dos corpos que o uso de certas lentes pode provocar. Thierry le Gouès fotografa sempre com filme preto e branco e o resultado do seu trabalho resulta numa paleta de cores que varia entre o branco e o preto, passando pelos vários tons de cinza e de prateado. Veja mais: http://www.thierrylegoues.com/
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
O "LAGO" DO MACHADO
Gente, o que foi essa chuva de hoje? Choveu canivete!!!!! E justamente na hora da saída escola, do trabalho e de tudo. Levei um susto quando vi que a rua Conde de Baependi tinha se transformado em um rio. Demorei mais de uma hora para fazer um percurso que faço em 10 minutos... Não dava para andar pelas calçadas que circulam o Largo do Machado que na verdade se tranformou no "Lago do Machado". Tirei fotinhas no celular mas meu cabo pifou e não consigo fazer o download.... A enchurrada chegava a cobrir as rodas dos carros, os bueiros pareciam verdadeiros chafarizes e isso sem falar no cheirinho de esgoto, né? Um caos completo. Parou tudo, até o mêtro! E no meio dessa confusão fiquei (com as minhas super botas e meu íncrível guarda-chuvas, que não voou!!!) esperando a água baixar ligada na exclusiva "Rádio Urubu", aquela que pega tudo no ar! cantando a música gravada pelo grande Jards Macalé e que depois a Mônica Salmaso também gravou no seu "Iaiá". Achei um post no youtube na voz da Salmaso, aí vai!
Cidade lagoa
(Sebastião Fonseca e Cícero Nunes)
Essa cidade que ainda é maravilhosa
Tão cantada em verso e prosa deste o tempo da vovó
Tem um problema vitalício e renitente
Qualquer chuva causa enchente não precisa ser toró
Basta que chova mais ou menos meia hora
É batata, não demora. Enche tudo por aí
Toda cidade é uma enorme cachoeira
Que da praça da Bandeira, vou de lancha a Catumbi
Que maravilha nossa linda Guanabara.
Tudo enguiça, tudo para, todo trânsito engarrafa.
Quem tiver pressa seja velho ou seja moço
Entre n’água até o pescoço e peça a Deus pra ser girafa
Por isso agora já comprei minha canoa
Pra remar nessa lagoa, cada vez que a chuva cai
E se uma boa me pedir uma carona
Com prazer eu levo a dona na canoa do papai
Cidade lagoa
(Sebastião Fonseca e Cícero Nunes)
Essa cidade que ainda é maravilhosa
Tão cantada em verso e prosa deste o tempo da vovó
Tem um problema vitalício e renitente
Qualquer chuva causa enchente não precisa ser toró
Basta que chova mais ou menos meia hora
É batata, não demora. Enche tudo por aí
Toda cidade é uma enorme cachoeira
Que da praça da Bandeira, vou de lancha a Catumbi
Que maravilha nossa linda Guanabara.
Tudo enguiça, tudo para, todo trânsito engarrafa.
Quem tiver pressa seja velho ou seja moço
Entre n’água até o pescoço e peça a Deus pra ser girafa
Por isso agora já comprei minha canoa
Pra remar nessa lagoa, cada vez que a chuva cai
E se uma boa me pedir uma carona
Com prazer eu levo a dona na canoa do papai
domingo, 16 de novembro de 2008
VIVER NO RIO DE JANEIRO
Arrumei rapidinho minha bolsa, peguei o 569 na porta de casa e num instante estava contemplando o chafariz da entrada do túnel Rebouças, todo banhado de luz e de marias sem-vergonha, todas coloridinhas. O ônibus passa pela lagoa, esse espelho, espelho nosso; pelo cheiro úmido do Parque Lage, respiro fundo; e pelas palmeiras imperiais do Jardim Botânico, fecho os olhos e deixo aquele lugar entrar em mim.... Praia de Ipanema: uma barraca, jornal, mate, biscoito Globo, óculos escuros e muito filtro solar. Contemplo a praia vazia. Caminho até o mar, saúdo sua força cantando uma ciranda para Iemanjá. Arrisco um banho salgado e fresco. Adoro a praia assim, bem cedinho, pouca gente, sem o alarido dos ambulantes e com a maravilhosa luz dourada da manhã.
sábado, 15 de novembro de 2008
Hoje, no café da manhã, abri o caderno "Idéias" do Jornal do Brasil, como faço todo sábado, e tive gratas surpresas. Marcelino Freire que no próximo final de semana comanda a famosa 'balada literária' em Çampa bota a boca no trombone numa ótima e bem humorada entrevista (http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/11/14/e141123792.html) ; Ferreira Gullar, nosso maior poeta vivo, se auto-revisa para a publicação de suas obras completas pela Editora Aguillar; e Flávio Moreira da Costa lança os 'melhores' contos da América Latina em mais uma de suas antologias. Tudo imperdível, não necessariamete nesta ordem, of course! Voilà!
BILLIE HOLIDAY E A CANTADA
A noite passada me deu uma puta vontade de ouvir Billie Holiday.... e como certas coisas andam juntas bebi uma boa dose de wísque. Dei uma fuçada no youtube atrás de posts desconhecidos dela... Na minha tela LCD o preferido é uma das mais belas imagens do jazz: Billie Holiday e os gigantes do jazz em uma gravação da CBS de 1957. Lindo, lindo, lindo!!
E sempre que vejo esses vídeos antigos de jazz tenho também uma enorme vontade de fumar um cigarro. Vai entender?! E isso tudo me fez lembrar uma das cantadas mais irresistíveis que já recebi. Não, eu não estou bêbada!! Na época da faculdade, numa dessas festinhas em casa em que bebíamos e fumávamos tudo o que aparecia pela frente eu tentei colocar um CD da Lady Day, mas fui completamente rechaçada por quase todos. No final da noite, quando todos se despediam, pedi um cigarro para o 'amigo de um amigo' que tinha aparecido. Ele me ofereceu o seu único cigarro e eu recusei dizendo que o último cigarro era inalienável. Mas na saída, depois de se despedir, ele (que era o carona) voltou correndo e me entregou o maço com um bilhete dentro que dizia: "Separe a Billie Holliday, o último cigarro e o tapete, que eu volto." !!
E sempre que vejo esses vídeos antigos de jazz tenho também uma enorme vontade de fumar um cigarro. Vai entender?! E isso tudo me fez lembrar uma das cantadas mais irresistíveis que já recebi. Não, eu não estou bêbada!! Na época da faculdade, numa dessas festinhas em casa em que bebíamos e fumávamos tudo o que aparecia pela frente eu tentei colocar um CD da Lady Day, mas fui completamente rechaçada por quase todos. No final da noite, quando todos se despediam, pedi um cigarro para o 'amigo de um amigo' que tinha aparecido. Ele me ofereceu o seu único cigarro e eu recusei dizendo que o último cigarro era inalienável. Mas na saída, depois de se despedir, ele (que era o carona) voltou correndo e me entregou o maço com um bilhete dentro que dizia: "Separe a Billie Holliday, o último cigarro e o tapete, que eu volto." !!
terça-feira, 11 de novembro de 2008
11 DO 11
08.45 - Sono e preguiça, Clarice me desperta, sorriso doce e abraço gostoso. Peço para ela abrir a janela, lufadas de vento fresco me tocam. Abraço o travesseiro. Na cabeceira da cama 'O último round' do Cortázar. Inspirada nele pego um papel.
09.20 - Levanto da cama. Chá de abacaxi, pão integral com manteiga e café. Jogo da velha, Clarice ganha.
10.oo - Faço um suco de melancia com gengibre. Muito sabor! Pinto as unhas da mão de 'quase preto'. Clarice faz dever de casa.
11.oo - Preparo o almoço. Clarice almoça. Enquanto isso, abro e-mails, a agenda e leio os jornais pela internet.
11.30 - Autumn leaves ao som de Miles Davis. Tomo uma ducha, me visto, levo o lixo para fora e saio para levar a Clarice para a escola.
12.18 - O porteiro faz um barquinho de papel, ganhamos a rua. Vamos conversando muito, falamos sobre o jogo, o ganhar e o perder, a importância de participar... minha filha tem 5 anos.
13.00 - Almoço: salada, fruta e suflê de mandioca. Pago a conta e dou de cara com ele. Enceno qualquer coisa, mas não olho.
13.40 - Encontro um quiosque de flores, fotografo.
14.00 - Lojas Americanas: creme para o corpo e uma camisola bem fresquinha.
14.45 - Em casa. E-mail novo, recebo um artigo que será publicado, última revisão. Marco um ortopedista (meu joelho tá reclamando de mim...).
15.00 - Faz calor, visto a camisola e sento para acabar o texto.
16.00 - Minha vizinha ouve música evangélica. não dá! preciso vencer no grito. Escolho um cd: Dizzy Gillespie, Sarah Vaughan e Charlie 'Bird' Parker. O som da vizinha não ouço, mas me desconcentro, o telefone toca.
17.00 - Abaixo o som, faço um café e rabisco umas coisas, o telefone toca.
17.10 - Saio, pego Clarice na escola, levo para a pracinha.
18.20 - Vou ao supermercado: peixe, mamão, pão, queijo e geléia. Esqueço o suco. Venta, mas não chove.
19.00 - Clarice: banho, lanchinho. Eu: pinto as unhas do pé.
20.00 - Ligo a TV, desisto. Ouço, então, Gula Matari do Quincy Jones.
20.30 - Passo as fotos que tirei pelo photoshop, publico.
21.00 - Eu e Clarice brincamos de fazer caras engraçadas, rimos muito. O telefone toca.
21.30 - Clarice recebe Sahija, uma amiguinha... mais brincadeiras, jantar. Escovam os dentes, cama. Ufa! O interfone toca, não atendo.
22.30 - Continuo no texto, será que terminei?
23.00 - Ouço Stone Flower do Tom Jobim. Disco lindo demais. Tomo um banho morno, relaxante. Choro me emociona. A campainha toca.
23.40 - Preparo um chá de camomila com canela. Bebemos, eu e Eleonora, navegamos pela internet, falamos bobagens, rimos...
00.10 - Conversinha básica e hilariante no MSN com a Belle.
00.30 - Desligo o computador. Deito na cama e continuo com 'O último round', duas páginas, apago a luz...
09.20 - Levanto da cama. Chá de abacaxi, pão integral com manteiga e café. Jogo da velha, Clarice ganha.
10.oo - Faço um suco de melancia com gengibre. Muito sabor! Pinto as unhas da mão de 'quase preto'. Clarice faz dever de casa.
11.oo - Preparo o almoço. Clarice almoça. Enquanto isso, abro e-mails, a agenda e leio os jornais pela internet.
11.30 - Autumn leaves ao som de Miles Davis. Tomo uma ducha, me visto, levo o lixo para fora e saio para levar a Clarice para a escola.
12.18 - O porteiro faz um barquinho de papel, ganhamos a rua. Vamos conversando muito, falamos sobre o jogo, o ganhar e o perder, a importância de participar... minha filha tem 5 anos.
13.00 - Almoço: salada, fruta e suflê de mandioca. Pago a conta e dou de cara com ele. Enceno qualquer coisa, mas não olho.
13.40 - Encontro um quiosque de flores, fotografo.14.00 - Lojas Americanas: creme para o corpo e uma camisola bem fresquinha.
14.45 - Em casa. E-mail novo, recebo um artigo que será publicado, última revisão. Marco um ortopedista (meu joelho tá reclamando de mim...).
15.00 - Faz calor, visto a camisola e sento para acabar o texto.
16.00 - Minha vizinha ouve música evangélica. não dá! preciso vencer no grito. Escolho um cd: Dizzy Gillespie, Sarah Vaughan e Charlie 'Bird' Parker. O som da vizinha não ouço, mas me desconcentro, o telefone toca.
17.00 - Abaixo o som, faço um café e rabisco umas coisas, o telefone toca.
17.10 - Saio, pego Clarice na escola, levo para a pracinha.
18.20 - Vou ao supermercado: peixe, mamão, pão, queijo e geléia. Esqueço o suco. Venta, mas não chove.
19.00 - Clarice: banho, lanchinho. Eu: pinto as unhas do pé.
20.00 - Ligo a TV, desisto. Ouço, então, Gula Matari do Quincy Jones.20.30 - Passo as fotos que tirei pelo photoshop, publico.
21.00 - Eu e Clarice brincamos de fazer caras engraçadas, rimos muito. O telefone toca.
21.30 - Clarice recebe Sahija, uma amiguinha... mais brincadeiras, jantar. Escovam os dentes, cama. Ufa! O interfone toca, não atendo.
22.30 - Continuo no texto, será que terminei?
23.00 - Ouço Stone Flower do Tom Jobim. Disco lindo demais. Tomo um banho morno, relaxante. Choro me emociona. A campainha toca.
23.40 - Preparo um chá de camomila com canela. Bebemos, eu e Eleonora, navegamos pela internet, falamos bobagens, rimos...
00.10 - Conversinha básica e hilariante no MSN com a Belle.
00.30 - Desligo o computador. Deito na cama e continuo com 'O último round', duas páginas, apago a luz...
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
SUB-REPTÍCIA
Hoje, indagada pelo meu querer, descobri uma obsessão. Uma destas que vive nos rascunhos. Brigo com ela: "Cai fora, intrometida! Vê se te manca, sua maluca! Vai procurar sua turma!" Mas a dita parece que não ouve ou faz de conta que não é com ela. Aumento o som para que os vizinhos não ouçam. GRITO. Ela nem se move. Então eu fujo. Bato a porta, desço as escadas correndo e ganho a rua. Ando pelas calçadas meio que às cegas... míope que sou vejo somente as coisas: uma mochila verde, um vestido estampado, sacolas de plástico... tudo num vai e vem... O tempo muda, "raindrops keep falling on my head", procuro abrigo na lancheria. Peço uma bola de sorvete de creme, doce, gelada e um café preto, quente e amargo. Como um ácido o café betume agride o sorvete. Sorvo com delicadeza o líquido que me provoca. A chuva para e volto para casa calmamente. Abro a porta devagar e de dou de cara com ela, que não arredara o pé, a obsessão
sub-reptícia de ser exatamente isso que sou eu mesma.
sub-reptícia de ser exatamente isso que sou eu mesma.
DIÁLOGO FINAL

-É tudo que tem a me dizer? - perguntou ele.
-É - respondeu ela.
- Você disse tão pouco.
- Disse o que tinha para dizer.
- Sempre se pode dizer mais alguma coisa.
- Que coisa?
- Sei lá. Alguma coisa.
- Você queria que eu repetisse?
- Não. Queria outra coisa.
- Que coisa é outra coisa?
- Não sei. Você que devia saber.
- Por que eu devia saber o que você não sabe?
- Qualquer pessoa sabe mais alguma coisa que o outro não sabe.
- Eu só sei o que eu sei.
- Então não vai mesmo me dizer mais nada?
- Mais nada.
- Se você quisesse...
- Quisesse o quê?
- Dizer o que você não tem para me dizer. Dizer o que não sabe, o que eu queria ouvir de você. Em amor é o que há de mais importante: o que a gente não sabe.
- Mas tudo acabou entre nós.
- Pois isso é o mais importante de tudo: o que acabou. Você não me diz mais nada sobre o que acabou? Seria uma forma de continuarmos.
Contos plausíveis - Carlos Drummond de Andrade
Ilustração: Irene Peixoto e Márcia Cabral
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
A ESTRELA DO JAZZ

Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Carmen McRae e Anita O'Day formam, na minha opinião, as cinco pontas da estrela do jazz norte americano. Refiro-me, claro, às maravilhosas vozes femininas, para começo de conversa. Anita O'Day é a minha mais nova descoberta musical (obrigada, Soneto!!!). Dona de um swing absurdo, de gestos sedutores e de uma voz surpreendente, Anita faz a diferença. E quando eu gosto de uma coisa, eu gosto mesmo!! Ouço sem parar... Vi, recentemente, no Festival de Cinema do Rio o filme-dumentário Anita O'Day - The Life of a Jazz Singer, gostei muito e descobri que Anita O'Day foi uma sobrevivente da era do swing,do mundo das drogas, e de muito mais, vale conferir. Recomendo ainda as gravações realizadas pela Verve nos anos 50 que são maravilhosas e os posts encontrados no youtube da extraordinária apresentação da cantora no "Jazz on a Summer's Day". Se você gosta de jazz não vai se arrepender! e para dar água na boca:
QUINO E BILL WATTERSON


Calvin e Mafalda são personagens que fazem rir e pensar. Os dois têm mais ou menos a idade da minha filha, cinco anos, moram com os pais e não param de aprontar. Como não recortar e colar as tirinhas destes dois gênios em um caderno de memórias? Quem dança seus males espanta! E dançar com criança é a melhor terapia do mundo. Vamos lá, nem precisa ter o estilo do Calvin ou ensaiar os rodopios da Mafalda, o balé é seu!! E qual seria a sua trilha sonora?
terça-feira, 4 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
ARRUMANDO O ÁRMÁRIO
As quatro estações cabem em caixas e gavetas.
Uma caixa florida para piscina e praia,
Duas gavetas para as meias e blusas de inverno,
Outra para as meias mais finas, meia estação.
Guardo os sutiãs em uma pequena caixa.
Como posso me lembrar tão bem dessa canção que nunca mais ouvi?
A memória, às vezes, nos denuncia!! Mas agora eu ouço jazz.
Anita O’Day equilibra meus sentidos com sua voz maravilhosa e surpreendente.
Separo minhas roupas também pelo cheiro, hábito que algumas pessoas possuem e cultivam. Como a Fermina em "O amor nos tempos do cólera", que descobre que seu marido a traia pelo cheiro diferente que sente nas roupas dele. O cheiro é a memória do corpo que insiste em se perpetuar na roupa. Então, se a memória é boa, guardo a roupa nas gavetas, se não, mando tudo para a lavanderia....
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