
brincando de olhar tudo... uma experiência com as folhas de carnaúba que provocam outras formas e se insinuam poderosas ao meu olhar. são degraus, leques, sanfonas, sombras, grafismos, texturas. aqui tem mais!




beth moon é uma recente descoberta minha no mundo da fotografia. seu olhar me levou a um mundo cheio de silêncio e introspecção. seus 'retratos do tempo' são impressionates e emocionam, já o 'jardim selvagem' é pleno de doçura e transborda delizadeza. mas o que é mais interessante e destaca o trabalho é que ele é todo realizado em máquinas de médio formato, sendo as cópias tiradas pessoalmente pela artista num processo desenvolvido por ela. uma vida dedicada à fotografia.


Mano a Mano
Chico Buarque e João Bosco
Meu pára-choque com seu pára-choque
Era um toque
Era um pó que era um só
Eu e meu irmão
Era porreta
Carreta parelha a carreta
Dançando na reta
Meu irmão
Na beira de estrada valeu
O que era dele era meu
Eu era ele
Ele era eu
Ela era estrela
Era flor do sertão
Era pérola d'oeste
Era consolação
Era amor na boléia
Eram cem caminhões
Mas ela era nova
Viçosa, matriz
Era diamantina
Era imperatriz
Era só uma menina
De três corações
E então
Atravessando a garganta
Jamanta fechando jamanta
Na curva crucial
Era uma barra, era engano
Na certa, era cano
Na mão, mano a mano
Pau a pau
Na beira de estrada se deu
Se o que era dele era meu
Ou era ele ou era eu
Ela era estrela
Era flor do sertão
Era pérola d'oeste
Era consolação
Era amor na boléia
Eram cem caminhões
Mas ela era nova
Viçosa, matriz
Era diamantina
Era imperatriz
Era só uma menina
De três corações
E então
Então lavei as mãos
Do sangue do
Meu sangue do
Meu sangue irmão
Chão
reprodução





