Assistindo ontem a um documentário na Globo News sobre a morte inesperada do Rei do Pop, minha filha, indignada com o meu monópolio da TV (ela tinha acabado de ganhar o aparelho!), me pergunta, quando a imagem mostra Michael, há poucos anos, cantando num show espetacular no Japão: "É esse o Michael Jackson, mãe?". E eu respondo: "É, Clarice". Na sequência, a imagem muda, vem Thriller, e mais uma vez a pergunta:"É esse o Michael Jackson, mãe?". E eu respondo: "Sim, Clarice, é esse!". Por fim surge na tela aquela carinha de anjo black power dos Jackson 5. "Quem é esse, mãe?" - pergunta ela. E eu respondo: "Michael Jackson, Clarice!!!!". E ela não se contém: "Caramba, mãe, mas quantos Michael Jackson são?".Difícil explicar para uma criança a radical mudança na feição de uma ídolo tão querido por milhões de pessoas. E a mim não interessa a cara que ele escolheu ter. O que realmente importa é que ele me fez dançar. Primeiro juntinho, de rosto colado, nas domingueiras dançantes promovidas pelas turminhas de escola ao som de I'll be there e outras baladas dos Jackson 5. Sim, só me lembro das baladas, coração na boca, rosto suando, respiração quente.... Depois, quando eu completava exatos 13 anos, veio Thriller!!!! E dancei, imitando Michael Jackson, na garagem de casa, na garagem dos vizinhos, na garagem das minhas tias em Goiânia, onde passei as férias daquele ano e em quase todas as festas que fui e que acabam em dança. Michael Jackson é um clássico, isso não se discute!! Dancei muito, gel molhado no cabelo, ombreiras e tudo o que a moda pedia. Ah, os anos 80!!! Eternos anos 80!!




















